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O vice da FENACOR, Sérgio Petzhold, não concorda com a divulgação para o segurado do custo da intermediação, proposta que foi
colocada em discussão pela SUSEP, junto com vários outros temas, em audiência pública que prosseguirá até o dia 30 de junho.
Na avaliação de Sérgio Petzhold, trata-se de um assunto delicado, que "não pode ser aceito por ninguém".
Ele argumenta que o corretor enfrenta uma carga tributária elevada, vem assumindo custos administrativos que sempre ficaram
sob a alçada das seguradoras e ainda suporta despesas com luz, condomínio e funcionários: "agora, surge esta ameaça a nossa
privacidade. Alguns segurados já fazem leilão em busca de um prêmio menor – o que dirá com a divulgação de nosso comissionamento",
frisa.
Segundo ele, o consumidor está mais interessado em saber se o corretor é competente e o atende bem.
Petzhold afirma ainda que seria mais proveitoso se a Susep se preocupasse com a venda casada, seguros em lojas e, principalmente,
"com o abuso do poder econômico largamente utilizado por segmentos financeiros, utilizando a reciprocidade, o que é um desrespeito
ao Código de Defesa do Consumidor".
Além da informação sobre o custo da intermediação, a Susep pôs em discussão a natureza da sua relação com o intermediário, inclusive
se ele opera exclusivamente com a companhia e se esse vendedor é corretor independente, agente ou empregado.
A autarquia propõe ainda que fique claro para o cliente as opções e formas de contratos à sua disposição e a relação das empresas
consultadas pelo corretor no processo de cotação do risco.
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