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"Amigos, a partir desta data, vamos começar a escrever uma nova página na história da FENACOR. Estejam certos de que os eventuais
desafios que encontrarmos nessa caminhada servirão de impulso e incentivo para que possamos colocar em prática o nosso projeto.
Falo em nome da FENACOR.
Esses líderes trarão, das suas respectivas regiões, sempre que necessário, as demandas dos corretores de seguros locais. À
federação caberá buscar as soluções mais adequadas junto às demais entidades do setor, aos órgãos reguladores e aos Poderes
Legislativo, Executivo e Judiciário.
Ao meu lado, no comando dessa valiosa entidade, estarão os vice-presidentes Sérgio Petzhold, Roberto Barbosa, Nelson Feijó,
Lúcio Cunha e Robert Bittar. Também contamos com a experiência e a capacidade gerencial dos nossos diretores Paulo Thomaz,
Bertier Cândido de Oliveira, Cláudio Simão e José Rômulo da Silva, além dos demais diretores Alberto Thiota Cabral, Carlos
Alberto Valle, Celso Teixeira, Dorival Alves de Sousa, Geraldo Cavalcante Ramos, Geraldo Pedrosa, Jerônimo Defensor Amaral,
Jorge Luiz Soares de Medeiros, Júlio Vieira de Carvalho e Pedro Menezes Júnior. E ainda do conselho fiscal, que terá como
membros Júlio Cezar Braga, Manoel Coelho Neto, Otávio Vieira Neto, Alcides Viotto, Amaro Luiz Peixoto e Milton Rodrigues.
A estratégia de ouvir o corretor de todas as partes do Brasil, através do seu sindicato, tem como base de sustentação as
vice-presidências regionais, que ficarão a cargo de Reginaldo Santos (no Nordeste); Fábio Costa (Norte); Arthur Hoff (Sul);
Jair Cunha (Centro-Oeste); e João Leopoldo Bracco de Lima (Sudeste).
Amigos, o corretor de seguros soube construir, ao longo dos últimos anos, uma imagem de profissional eficiente e qualificado.
Mas, é preciso avançar mais. O corretor deve pensar e agir como um empresário, determinado e preparado para prestar um serviço
de qualidade ao cliente. Somente assim terá assegurado seu espaço em um mercado muito concorrido, no qual o consumidor é cada
vez mais ciente dos seus direitos e, conseqüentemente, mais exigente. Não há mais espaço para quem não agrega valor ao serviço
prestado. A formação e o constante aperfeiçoamento profissional são vitais para o corretor de seguros.
A FENACOR, nesse contexto, tem como meta instrumentalizar os sindicatos estaduais, para que possam atender de forma eficaz
aos corretores locais, principalmente no que diz respeito a essa imperiosa necessidade de treinamento, capacitação e investimento
no seu negócio e na qualidade do serviço prestado ao cliente. Atenta a esse cenário, a Federação criou o Comitê Gestor do Fundo
de Desenvolvimento dos Sincors, que, a partir de hoje, passa a ser integrado por Odair Roders; Antonio Ferreira Mota de
Albuquerque; e Celso Teixeira; além de Geraldo Cavalcante Ramos, Edvan Vasconcelos e Cícero de Sousa.
Esse não é único desafio a vencer. Há outros sérios obstáculos pela frente. Exemplo disso é a absurda e cruel carga tributária,
que provocou o fechamento de milhares de empresas corretoras de seguros nos últimos anos, arrastando no seu vácuo centenas de
milhares de postos de trabalho. Somente nos últimos três anos, mais de seis mil empresas deixaram de existir.
Não descansaremos enquanto não vermos os corretores de seguros incluídos no Simples. É uma questão de justiça e a Lei Geral das
Micros e Pequenas Empresas é o caminho mais natural para alcançarmos esse objetivo.
A FENACOR continua lutando no campo político para que se possa corrigir essa injustiça. A nossa tropa de choque nessa batalha é
formada pelos integrantes do nosso Conselho Político, composto pelo presidente da federação e ainda por Roberto Barbosa, Celso
Marine, Dorival Alves de Souza e Arthur Hoff.
Claro que cada um de vocês aqui presentes tem que participar dessa luta nas suas cidades, estados e, se for necessário, na
capital da república, pressionando os parlamentares a aprovarem medidas e projetos que atendam aos anseios da sociedade e
da nossa categoria, em particular.
A FENACOR, do ponto de vista institucional, vem mantendo uma postura pautada pela defesa do diálogo franco e transparente com as
demais entidades do mercado e os órgãos reguladores. Entendemos que o crescimento sustentado da indústria do seguro deve ter como
base a sinergia das ações entre os diversos agentes que operam em nosso mercado. Deixemos no passado as atitudes inflexíveis, o
discurso classista, farto em adjetivos, mas carente de ações pragmáticas.
Abro, aqui, um parênteses, para tratar de uma questão que vem sendo muito comentada no mercado. Refiro-me à proposta de divulgação
da comissão de corretagem nas apólices, matéria em discussão através de audiência pública realizada pela SUSEP. Não tenho dúvidas
de que o órgão regulador, ao colocar essa e outras questões em debate com o mercado, tem as melhores das intenções. Estamos, a
FENACOR, a SUSEP e demais entidades do setor embuídos no objetivo de tornar o nosso mercado mais transparente, moderno e eficaz
no atendimento aos anseios do consumidor.
Contudo, devo ressaltar que não se pode derrubar uma árvore para se provar o fruto. Não temos nada a ocultar do segurado. Muito
pelo contrário. Concordamos plenamente com a proposta de transparência na relação de consumo. No entanto, somos contra a exposição
gratuita e desnecessária do corretor. Temos que tomar muito cuidado. A simples divulgação do percentual pago de comissão não
representa a verdade e irá indispor o consumidor/segurado contra o seu verdadeiro e maior defensor.
Assim sendo, por que não incluir na apólice a fatia que é retirada desse bolo para o pagamento de tributos e impostos pelo
corretor?
Poderíamos, assim, tornar público que a nossa categoria suporta custos que podem engolir até 80% da sua remuneração. Apenas os
impostos absorvem 40% da receita de uma corretora de seguros. Temos ainda os gastos administrativos, a folha de pagamento, os
custos operacionais e outras despesas gerais. Tudo isso, somado, representa mais de 80% da comissão do corretor. Então, na
prática, temos a seguinte situação: se o preço médio do seguro individual de automóvel é R$ 1 mil e, desse total,
teoricamente – numa comissão média de 15% - R$ 150,00 sejam destinados à comissão, R$ 120,00 (ou 80% do total) são destinados ao
pagamento de impostos, tributos e despesas gerais e apenas R$ 30,00 (20% restantes) ficam com o corretor.
Isso significa que esse corretor terá R$ 2,50 por mês para prestar assessoria permanente ao cliente, 24 horas por dia, incluindo
finais de semana e feriados.
Amigos, a FENACOR segue firme na defesa dos interesses dos corretores de seguros, sem deixar de lado uma imprescindível visão
global de mercado. Somos um elo dessa corrente, e sabemos que não é possível crescer isoladamente.
No último congresso brasileiro da categoria, realizado em Maceió, aprovamos a proposta de incentivo á formação de uma câmara
setorial, englobando todas as entidades do setor. Continuamos entendendo que essa câmara setorial é imprescindível e, mais uma
vez, nos colocamos à disposição das demais entidades do setor.
As nossas mãos estão, repito, estendidas para a Fenaseg, a SUSEP, o IRB, a Anapp, a Funenseg e todas as demais entidades. Queremos
caminhar lado a lado, de mãos dadas, rumo ao futuro. Juntos e compactados, nós, os representantes do mercado de seguros, teremos
toda a força que necessitarmos para ultrapassar eventuais obstáculos. Vamos contar ainda com forte representação na Confederação
Nacional do Comércio (CNC), onde estarei representando a FENACOR ao lado dos colegas Amilcar Vianna, Manoel Nésio Sousa e João
Leopoldo Bracco de Lima.
Chegou a hora desse mercado assumir o seu lugar no contexto da economia nacional. Basta de interpretar papéis secundários.
Temos todas as condições para atuar como protagonistas.
É verdade que a nossa indústria vem andando de lado, girando em torno do seu próprio eixo. Talvez, falte ambição. Talvez, não
haja a necessária sinergia nas ações dos vários segmentos que integram esse mercado. Provavelmente, sofremos os efeitos de uma
inexplicável indiferença de sucessivos governos. As reservas acumuladas pelo mercado ultrapassaram a marca de R$ 100 bilhões,
o equivalente a 3,4% do PIB brasileiro. É pouco ainda. Em outros países, até mesmo os emergentes com perfis semelhantes ao do
Brasil, a fatia correspondente ao seguro no PIB chega, muitas vezes, aos 8%.
Não há tempo a perder. Não há porque sobrepujar demandas justas, que têm origem em setores produtivos, em prol de certezas
que só existem nas mentes de burocratas insensíveis.
O mercado de seguros depende de um contínuo crescimento econômico e de distribuição mais justa da renda. Mas, acima de tudo é
indispensável a compreensão do Governo de quanto somos importantes para o processo de formação de poupança de longo prazo,
na geração de novos empregos e na continuidade dos negócios e o sustento das famílias.
De nossa parte, precisamos buscar novos nichos de mercado, mostrar a força e a diversidade do setor em termos de novas
coberturas. Capacidade para criar produtos adequados às necessidades do consumidor e assegurar o bem-estar da população é o que
não falta à indústria de seguros.
Nesse cenário, a abertura no resseguro pode aumentar ainda mais a oferta de produtos diferenciados para a sociedade. É um
processo que já deveria ter sido concluído há muitos anos.
O corretor está ciente da sua missão e preparado para cumpri-la. Somos uma categoria econômica com imensa capilaridade, atuando
em todas as regiões, incluindo os rincões mais afastados das grandes metrópoles. A FENACOR está aberta a conduzir esse processo
com as demais entidades do mercado, sem vaidades, preconceitos ou pré-condições. Há muito trabalho pela frente. Mas, estou certo
disposição e qualidades não nos faltam.
Muito obrigado e que Deus Ilumine a todos!"
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