Priorizar a capacitação profissional do corretor e a redução da carga tributária são algumas das prioridades da nova diretoria
da FENACOR, presidida por Armando Vergílio dos Santos Junior. A informação foi dada por Vergílio, reeleito, durante a solenidade
de posse da nova diretoria, que contou com a presença de mais de 300 pessoas, entre corretores de seguros, lideranças regionais
da categoria, seguradores, dirigentes de órgãos reguladores e de entidade do setor e parlamentares, realizada na última
terça-feira, 20, no Copacabana Palace, Rio de Janeiro.
Segundo o dirigente, a idéia é priorizar a instrumentalização dos sindicatos estaduais, para que eles possam atender de forma
eficaz aos corretores locais, principalmente no que diz respeito ao treinamento, capacitação e investimento no seu negócio e
na qualidade do serviço prestado ao cliente. “O corretor deve pensar e agir como um empresário, determinado e preparado para
prestar um serviço de qualidade ao cliente. Somente assim terá assegurado seu espaço em um mercado muito concorrido, no qual o
consumidor é cada vez mais ciente dos seus direitos e, conseqüentemente, mais exigente. Não há mais espaço para quem não agrega
valor ao serviço prestado”, garantiu Vergilio.
Gestão
O dirigente destacou ainda a importância do novo modelo de gestão que está sendo implementando na federação, que, segundo ele,
"deixa de lado o regime essencialmente presidencialista para adotar um modelo de gestão moderno e democrático, com ênfase no
diálogo, nas decisões aprovadas por consenso, na coesão e na ausência de ambições pessoais ou de grupos".
Vergílio dos Santos também reiterou que a federação pretende atuar em todas as frentes para que seja corrigida a questão da
carga tributária que, nos últimos anos, segundo ele, foi responsável pelo fechamento de seis mil empresas corretoras de seguros.
"Não descansaremos enquanto não vermos os corretores de seguros incluídos no Simples. É uma questão de justiça e a Lei Geral das
Micros e Pequenas Empresas é o caminho mais natural para alcançarmos esse objetivo", frisou.
Vergilio comentou ainda a proposta de divulgação da comissão de corretagem nas apólices, matéria em discussão através de audiência
pública realizada pela Susep. Segundo ele, embora a Fenacor, a Susep e demais entidades do setor estejam embuídos no objetivo de
tornar o mercado mais transparente, moderno e eficaz no atendimento aos anseios do consumidor, é preciso tomar cuidado: "Não se
pode derrubar uma árvore para se provar o fruto. Não temos nada a ocultar do segurado. Muito pelo contrário. Concordamos
plenamente com a proposta de transparência na relação de consumo. No entanto, somos contra a exposição gratuita e desnecessária
do corretor. Temos que tomar muito cuidado. A simples divulgação do percentual pago de comissão não representa a verdade e irá
indispor o consumidor/segurado contra o seu verdadeiro e maior defensor”, advertiu o presidente eleito da Fenacor, que fez uma
outra sugestão: "por que não incluir na apólice a fatia que é retirada desse bolo para o pagamento de tributos e impostos pelo
corretor? Poderíamos, assim, tornar público que a nossa categoria suporta custos que podem engolir até 80% da sua remuneração",
enfatizou.
O presidente da entidade fez questão de mencionar os nomes dos demais integrantes da diretoria, lembrando que ele contará com a
valiosa participação dos demais eleitos. Entre eles, Vergílio citou o vice-presidente Robert Bittar, presidente da Funenseg e
diretor do SINCOR-PR.
Também destacou que a estratégia de ouvir o corretor de todas as partes do Brasil, através do seu sindicato, tem como base de
sustentação as vice-presidências regionais, frisando que no Sul do país, a Fenacor conta com a atuação e participação efetiva de
Arthur Hoff, presidente do SINCOR-PR.
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