E-NEWS - SINCOR-PR
nº 40 – abril de
2005
Nos últimos dias, ganhou projeção nacional, com amplo espaço
reservado na Folha de São Paulo, a fraude imputada pelo Ministério Público do
Estado de São Paulo a funcionários da Porto Seguros,
autoridades policiais, investigadores de sinistro e advogados, e montada para
lesar segurados vítimas de furto ou roubo de veículos.
Há, inclusive, ordem de prisão emanada do Poder Judiciário contra
alguns dos envolvidos.
Infelizmente, existem pessoas desavisadas querendo lucrar em cima
desta catástrofe que se instalou sobre o mercado securitário.
O momento é de reflexão, não de oportunismo; de serenidade ao
invés de especulação; de defesa da instituição do seguro, não de alarde e
ataques mesquinhos.
Os corretores de seguros têm pleno conhecimento dos inúmeros
problemas envolvendo a regulação de sinistro. Nossos clientes são visitados por
investigadores das seguradoras, autodenominados auditores(?!),
em seus lares, no local de serviços, que buscam indícios para justificar a
recusa da indenização.
Não é à toa que se encontra no Congresso Nacional o Projeto de Lei
nº 4.999, versando sobre seguro, e que proíbe estes
profissionais de receberem comissão por cada negativa sobre o valor de economia
da seguradora.
E por que a necessidade de reflexão?
Porque a acusação do Ministério Público pode se estender a outras diversas seguradoras envolvidas neste tipo de
fraude, que também utilizavam os serviços profissionais do advogado que teve
sua prisão decretada.
Se não houver uma conscientização e união dos corretores de
seguros, a proporção deste escândalo pode fugir do controle e atingir o mercado
securitário como um verdadeiro tsunâme, com as ondas
gigantescas trazendo prejuízos incomensuráveis.
Assim, faz-se imperioso nos solidarizar
com as seguradoras acusadas, notadamente a Porto Seguro, alvo das maiores
reportagens, e convidá-las a discutir e rever os procedimentos destes
investigadores contratados por elas, que buscam a todo custo encontrar motivos,
mesmo que insignificantes, para negar a cobertura.
O diálogo entre seguradora e corretores de seguro é sempre
bem-vindo. E o momento é oportuníssimo. Vamos nos unir em torno da instituição
chamada SEGURO, da qual todos dependemos, e
incrementar este canal de voz para aprimorarmos nossos relacionamentos.
A Porto,
como as outras seguradoras, podem ter sido, neste episódio, vítimas de pessoas
mal intencionadas que compõem seus quadros de funcionários.
O erro foi o de não dar atenção aos reclamos do mercado,
notadamente dos corretores, que já sabiam desta prática ilegal dos
investigadores.
Por isso, clamo a toda a classe que se detenha sobre o tema e
continue acreditando na seriedade e lealdade da Porto
Seguro para com seus parceiros e segurados, assim como qualquer outra
seguradora que possa a vir ser envolvida neste imbróglio, pois só assim teremos
condições de salvaguardar a instituição do seguro. E como cidadãos
devemos fortalecer os princípios basilares da Constituição Federal, qual
seja, o da inocência
Antonio da Silva Pinela
Corretor: converse com seus amigos, colegas
corretores de seguros, para que atualizem seus e mail
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