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A economista Eliana Cardoso, professora visitante da FGV-SP, apontou a indústria de seguros como a indústria do futuro e aposta
em um crescimento acelerado do setor no Brasil. Segundo ela, a agenda do setor de seguros coincide com a agenda do Brasil.
A professora lembrou que existem várias explicações para o desempenho diferente dos países em termos de crescimento. "Em
princípio se a tecnologia utilizada por todos os países fosse igual e o crescimento da produtividade fosse igual, o que você
deveria observar seria a aproximação da renda dos países pobres para os mesmo níveis de renda dos países mais ricos. Isso na
verdade não tem acontecido. A diferença do crescimento dos países nem sempre se explica pela acumulação de capital e sim do
crescimento da produtividade", afirmou.
A estabilidade, a inovação, a educação enquanto ampliação de capital humano, além das instituições que criam segurança, foram
apontadas pela economista como a principal explicação para o maior crescimento dos países. "Nesse sentido, o setor de seguros
tem um importante papel para garantir o aumento da segurança e da produtividade", disse concluindo sua apresentação no segundo
dia da 3ª Conseguro (Conferência Brasileira de Seguros, Resseguros, Previdência Privada e Capitalização), em São Paulo, com o
tema "Ambiente Sócio-econômico".
Em sua palestra a economista afirmou que apesar dos indicadores econômicos positivos, o Brasil continuará com um equilíbrio
econômico precário enquanto não forem realizadas reformas de base. "A inflação alta passada, o juro alto do presente, o câmbio
volátil além da insegurança jurídica e da corrupção são fatores que fazem o desempenho econômico brasileiro estar aquém dos
apresentados por outros países", concluiu.
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