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A receita de prêmios apurada no ramo de veículos vem apresentando crescimento acentuado comparada aos valores obtidos no ano
passado. Contudo, desde agosto, a comparação mês a mês indica uma queda contínua, segundo dados da Superintendência de
Seguros Privados (Susep). A soma registrada em setembro – cerca de R$ 825,6 milhões – foi 6,2% inferior a do mês anterior.
Já o valor apurado em outubro – R$ 752,9 milhões – ficou 8,8% abaixo da cifra registrada pelas seguradoras em setembro.
Mesmo assim, a carteira de automóveis foi, entre as principais modalidades de seguros, a que apresentou desempenho mais
expressivo até outubro. A receita apurada nesse ramo nos dez primeiros meses do ano somou R$ 7,9 bilhões, 18,3% acima do montante
registrado de janeiro a outubro de 2004.
Além do faturamento maior, as seguradoras comemoraram ainda uma expressiva queda da taxa média de sinistralidade no ramo automóveis,
a qual despencou de 75% para 70% entre os dois períodos comparados.
Indica uma retração no mercado de seguros a partir de agosto, refletindo, dessa forma, o fraco desempenho do Produto Interno Bruto
(PIB) nacional, que apresentou queda de 1,2% no terceiro trimestre, comparado aos três meses anteriores. Os dados da autarquia
indicam que o volume de receita apurado em setembro, de cerca de R$ 3,4 bilhões, foi 7,3% inferior ao montante registrado no mês
anterior. Em outubro, a receita voltou a cair, embora em percentuais residuais (0,04%), comparada a agosto.
Ainda de acordo com a Susep, o mercado de seguros faturou R$ 33,4 bilhões de janeiro a outubro deste ano, o que representa um
crescimento da ordem de 11,6% em relação ao mesmo período no ano passado. Esses valores não englobam a receita apurado no seguro
saúde, que está sob a jurisdição da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Os sinistros retidos somaram R$ 11,9 bilhões até outubro, 12,7% a mais do que nos dez primeiros meses de 2004. Mesmo assim, a
taxa média de sinistralidade do mercado caiu de 60% para 59% entre os dois períodos comparados pela autarquia.
A Susep apurou ainda que as despesas comerciais das seguradoras - que englobam, basicamente, as comissões pagas aos corretores
de seguros – atingiram o patamar de R$ 4 bilhões de janeiro a outubro, o que representou um aumento de 16,9% em relação a igual
período no exercício passado.
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