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O Bradesco registrou no primeiro trimestre de 2006 um lucro de R$ 1,530 bilhão, resultado trimestral recorde para a instituição.
O valor também se tornou o mais alto alcançado em um primeiro trimestre entre todos os bancos brasileiros de capital aberto, de
acordo com levantamento da consultoria Economática, ao desbancar o R$ 1,289 bilhão pelo Banco do Brasil em 1990.
De acordo com o Bradesco, o lucro do primeiro trimestre, equivalente a R$ 1,56 por ação, cresceu 27% na comparação com o atingido
no mesmo período do ano passado. Do total, 30% do valor vieram da carteira de crédito, 30% das atividades de seguros, previdência
e capitalização, 25% das receitas de prestação de serviço e 15% dos resultados de Tesouraria e Valores Mobiliários.
Nos três primeiros meses do ano, a carteira de crédito do Bradesco, descontadas as operações de avais e fianças, somou R$ 84,4
bilhões, com um crescimento de 28% em relação a um ano antes.
Avançou mais o número de empréstimos concedidos a pessoas físicas: 50,6% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado.
No total, as pessoas físicas demandaram R$ 12 bilhões a mais, um fluxo decorrente, de acordo com comunicado do banco, de uma
maior procura nas áreas de "crédito pessoal, veículos e CDC Loja (Crédito Direito ao Consumidor em lojas), em função da melhora
do nível da atividade econômica, da renda dos trabalhadores, da queda do desemprego, bem como pelo reflexo dos acordos
operacionais firmados em redes varejistas".
Com o resultado acumulado entre janeiro e março, as pessoas físicas se tornaram responsáveis por 42,3% dos empréstimos - no
mesmo período de 2005, elas participavam em 36% das operações.
As grandes empresas perderam importância na carteira de crédito, apesar de o banco ter apurado aumento de 9% nas operações
com esses clientes frente aos três primeiros meses de 2005. No ano passado, 35,2% do crédito do Bradesco era direcionado às
grandes, parcela que foi reduzida, no primeiro trimestre de 2006, para 30%. Já as pequenas e médias também perderam, mas
tiveram queda menor: de 28,8% do total da carteira, há um ano, para 27,7%.
A margem financeira do banco - receitas menos despesas de intermediação financeira - cresceu 31,5% sobre o primeiro trimestre
de 2005, e somou R$ 5,260 bilhões. Ajustada "pelos efeitos da venda de investimento e de hedge de investimentos no exterior",
de acordo com o comunicado do Bradesco, a margem ficou em R$ 4,975 bilhões. As receitas de prestação de serviços aumentaram
em 22,8% em um ano, alcançando R$ 2,040 bilhões. Na divisão de fundos de asset management (que contabiliza fundos de
investimento, administração de carteiras e cotas de fundos de terceiros), o total de ativos ficou em 131,3 bilhões de reais,
25,3% maior do que no mesmo período do ano passado.
Em 31 de março, o Bradesco possuía valor de mercado de R$ 72,6 bilhões, de acordo com o comunicado, com uma valorização de
104,5% em 12 meses. No mesmo período, o Ibovespa evoluiu 42,6%.
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