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Janeiro 2007   
Bancos fora do ramo de seguros


      O presidente do Sincor-MG e vice da Federação, Roberto Barbosa, diz que é questão de tempo a saída dos bancos da atividade de seguros. Ele vê alguns sinais de que esse processo já está avançando, incluindo a "extinção" do gerente de bancos que operava também como corretor.

      Para ele, o novo cenário favorece o corretor de seguros profissional, que acabará herdando a clientela até então atendida pelos gerentes.
Investimento forte das resseguradoras no Brasil


      O mercado de seguros brasileiro começou 2007 em estado de euforia. A razão é a abertura do mercado de resseguros, esperada há mais dez anos e que deve ser sancionada pelo presidente Lula nos próximos dias. Algumas resseguradoras estrangeiras já prometem novos investimentos. Outras, como a Partner Re, se preparam para entrar no país. Especula-se que os investimentos do setor podem superar US$ 5 bilhões.

      O IRB Brasil Re, empresa estatal e detentor do monopólio do resseguro no Brasil, também já se prepara para o novo cenário. Fará novo concurso em fevereiro e resolveu antecipar a implementação de uma plataforma eletrônica de operações.

      "É um momento ímpar do mercado", destaca Walter Polido, diretor da Munich Re, maior resseguradora do mundo.

      "Certamente o capital estrangeiro ficará estimulado a aportar no Brasil", avalia. A Munich já começou a investir no Brasil, destaca seu presidente, Kurt Müller. A empresa, no país há 10 anos, contratou especialistas e já conta com 25 empregados. Segundo os dois executivos, a evolução do mercado brasileiro após a abertura vai ditar os novos investimentos da resseguradora.

      A Mapfre Re, outra grande resseguradora global, promete em um primeiro momento contratar novos profissionais para o escritório de representação que tem em São Paulo. Hoje, Ricardo Mariano toca as operações. Na sua avaliação, o fundamental para decidir novos investimentos é a regulamentação para o setor que a Superintendência de Seguros Privados (Susep) fará após a sanção presidencial.

      Outra dúvida do setor é com um item específico do projeto de lei, o parágrafo 23. O item diz que as seguradoras que têm participação no capital do IRB, como a (com 21%), podem vender a participação e abrir um ressegurador local. Caso isso aconteça, a União fica obrigada a fazer aporte de igual valor no IRB. Ou seja, o governo teria gastos extras. A expectativa é que este ponto seja vetado por Lula. Comenta-se que o Senado aprovou o projeto com este item porque ficou acertado que Lula o vetaria.

      O projeto estabelece três modalidades pelas quais os resseguradores estrangeiros poderão operar no Brasil - local, admitido e eventual. O ressegurador local será a empresa estabelecida no país, com capital mínimo e submetido às mesmas regras para as empresas brasileiras. Para o ressegurador local, há uma reserva de mercado de 60% das operações por três anos. Hoje, o IRB é o único ressegurador local autorizado a operar aqui.

      Os admitidos serão os resseguradores estrangeiros que decidam manter apenas um escritório de representação no país. Já o eventual poderá ou não ter escritório local, porém terá acesso restrito a negócios no país.

      As resseguradora admitidas tendem a ser a maioria no mercado, avalia Henrique Abreu de Oliveira, responsável pelas operações no Brasil da gigante mundial Swiss Re. Segundo ele, o mercado ressegurador costuma concentrar o capital em poucos países. A própria Swiss, diz, tem ressegurador nos Estados Unidos e em poucos países da Europa. Mesmo assim, opera globalmente. Ele também cita o México e a Argentina, onde as admitidas são a maioria.

      Corrias, da Marsh, diz que o Brasil vai ficar mais exposto aos preços globais de resseguro. Com o monopólio, os preços aqui eram menos voláteis. Mesmo assim, o IRB vem apresentando bons resultados. Até novembro de 2006, emitiu prêmios de R$ 2,6 bilhões e lucrou R$ 293 milhões. O mercado global de resseguro movimenta mais de US$ 150 bilhões por ano.

Fonte: Valor Econômico
Mapfre prevê contratar especialistas


      A Mapfre Re, a primeira resseguradora a se instalar no Brasil há mais de 10 anos, acredita que 2007 será um ano de muito trabalho para as resseguradoras. "Estamos ansiosos pelas normas de regulamentação do mercado de resseguros, que serão publicadas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) depois que o projeto for sancionado pelo presidente Lula. Acreditamos que elas tenham sido atualizadas, pois o texto passado ficou desatualizado", disse Ramon Aymerich, representante da Mapfre Re.

      Segundo ele, a resseguradora visitará as seguradoras para reavaliar a necessidade de cada uma, levantar as reais necessidades, planos estratégicos e condições dos contratos. O grupo, que conta hoje com apenas um funcionário no escritório de representação brasileira, deverá reforçar o time, com a contratação de especialistas.

Fonte: Fenaseg

De Olho nas Notícias é uma publicação periódica do SINCOR-PR. Presidente: Artur Oscar Nogueira Hoff. Conselho Editorial: Deniz Pacheco de Carvalho, Mauro Iplinski. Jornalista: Cristiane Varela. Desenvolvido pelo Sincor - PR
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