
24/02/2021 – Cascavel, colheita de Soja
O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) lançou uma nova plataforma digital voltada à agricultura, com dados meteorológicos e agronômicos detalhados que podem contribuir diretamente para a gestão de riscos no campo. A iniciativa representa um avanço importante também para seguradores e corretores de seguros que atuam no segmento agro.
A ferramenta reúne previsões do tempo, dados históricos, imagens de satélite e indicadores climáticos em um único ambiente, permitindo o acompanhamento mais preciso de variáveis como chuvas, temperatura e condições ambientais que impactam diretamente a produção rural. Para o mercado de seguros, esse tipo de informação qualificada é fundamental na avaliação de riscos, subscrição de apólices e análise de sinistros.
Corretores especializados em seguro rural podem utilizar esses dados como apoio técnico no relacionamento com produtores, cooperativas e empresas do agronegócio, ampliando a capacidade de orientação preventiva e reforçando a importância da proteção adequada para cada tipo de cultura e região. Já as seguradoras ganham uma base mais consistente para modelagem de riscos e desenvolvimento de produtos mais ajustados à realidade climática do Paraná.
O uso de plataformas como essa reforça uma tendência cada vez mais presente no seguro rural: a integração entre tecnologia, informação climática e gestão de riscos, contribuindo para a sustentabilidade do agronegócio e para a segurança financeira dos produtores.
Para o Sincor-PR, iniciativas que ampliam o acesso a dados confiáveis fortalecem o trabalho dos corretores de seguros, agregam valor à consultoria prestada ao cliente rural e consolidam o seguro como ferramenta estratégica de proteção no campo.
Foto: Gilson Abreu/AEN.
Mesmo diante dos impactos da cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras nos planos de Previdência Aberta, o mercado segurador brasileiro deve registrar crescimento nominal de 8% em 2026. A projeção foi divulgada nesta quinta-feira pela Confederação Nacional das Seguradoras e considera todos os segmentos, exceto a Previdência Aberta, que ainda não possui parâmetros consolidados para mensuração em razão das mudanças no IOF.
Segundo o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, os efeitos do imposto ainda são imprevisíveis, especialmente porque haverá nova alteração de regra 2026. Até 2025, aportes de até trezentos mil reais por seguradora permanecem isentos. A partir do próximo ano, o limite sobe para seiscentos mil reais, mas passa a considerar o valor total investido pelo segurado no mercado, somando aportes em uma ou mais seguradoras.
Mesmo com esse cenário de incerteza, a avaliação da entidade é positiva. Considerando uma inflação estimada em cerca de quatro por cento, o setor projeta um crescimento real próximo de quatro por cento, distribuído entre diversos ramos.
Projeções econômicas e destaques por ramo
A CNseg também apresentou projeções macroeconômicas para 2026. A expectativa é de crescimento do Produto Interno Bruto de aproximadamente 1,95%, taxa Selic em 12% ao final do ano, inflação medida pelo IPCA em torno de 4.08% e câmbio médio de R$ 5,38 por dólar.
Entre os ramos com melhor desempenho projetado está o seguro Automóvel, com crescimento estimado em 7,7%. O resultado é impulsionado pela estabilidade da sinistralidade e pela retomada das vendas de veículos, especialmente elétricos e híbridos.
O seguro Habitacional também segue em expansão, com previsão de crescimento de 10,2% acompanhando o aquecimento do mercado imobiliário, influenciado principalmente pelos programas habitacionais e pelo aumento da intenção de compra de imóveis.
No segmento de Transportes, a expectativa é de alta de 6,6%, sustentada pela expansão do comércio eletrônico e da demanda logística. Já o seguro Garantia deve apresentar um dos maiores crescimentos, estimado em 12,1% impulsionado por obras públicas, concessões, mudanças regulatórias e investimentos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento.
Seguro rural segue como ponto de atenção
O seguro Rural, por outro lado, permanece como ponto de alerta. A projeção indica crescimento de apenas 2,3% em 2026, impactado pela inadimplência elevada registrada em dois mil e vinte e cinco e pelas incertezas em torno do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural.
A CNseg avalia, no entanto, que o desempenho do ramo pode ser revisto positivamente caso a Lei Orçamentária Anual de dois mil e vinte e seis seja aprovada e avance o projeto que transforma a subvenção ao prêmio do seguro rural em despesa obrigatória da União, além da possível criação do Fundo de Catástrofe.
Papel do setor em 2025
Entre janeiro e setembro de 2025, o setor segurador pagou quase R$ 200 bilhões em indenizações, benefícios, resgates e sorteios, reforçando seu papel essencial na proteção financeira de famílias e empresas. Apesar da queda nas receitas totais influenciada pela Previdência Aberta, os demais segmentos mantiveram desempenho sólido.
Para o Sincor-PR, os dados reforçam a importância da atuação técnica do corretor de seguros, especialmente em um cenário de mudanças regulatórias, ajustes tributários e oportunidades de crescimento em diversos ramos do mercado.
A entrada em vigor da Lei nº15.040/24, no último dia 11, estabelece um marco temporal importante para o mercado de seguros. A partir dessa data, apenas os contratos celebrados após a vigência passam a ser regidos pelas novas regras. Já os contratos firmados anteriormente continuam sujeitos às normas do Código Civil.
Segundo a diretora jurídica da Confederação Nacional das Seguradoras, Glauce Carvalhal, a aplicação da nova legislação depende exclusivamente da data de celebração do contrato, e não da ocorrência do sinistro. “Se um contrato foi firmado antes da vigência da lei, mesmo que o sinistro aconteça depois, continua valendo o Código Civil”, explicou.
O tema integra uma websérie produzida pela CNseg sobre a nova Lei Geral de Seguros, iniciativa que busca ampliar a transparência para os consumidores e esclarecer aspectos operacionais para seguradoras e profissionais do setor.
Mudanças nos prazos de resposta e pagamento
Entre as principais alterações trazidas pela nova lei está a redefinição dos prazos para resposta ao segurado e pagamento da indenização. Antes concentrados em trinta dias, contados a partir da entrega da documentação, os prazos passam a ser divididos em duas etapas: trinta dias para a seguradora se manifestar sobre o pedido e outros trinta dias para efetuar o pagamento da indenização.
A legislação prevê ainda a possibilidade de suspensão desses prazos por até duas vezes, o que pode levar o período total a até cento e vinte dias nos seguros massificados. No entanto, ainda há necessidade de regulamentação infralegal para detalhar a forma de contagem e aplicação desses prazos, atribuição que caberá à Superintendência de Seguros Privados.
De acordo com a diretora jurídica da CNseg, o prazo só começa a contar a partir da entrega de toda a documentação exigida para a regulação do sinistro, ponto relevante para a atuação de corretores e seguradoras no esclarecimento ao segurado.
Impactos nos seguros de grandes riscos
No segmento de grandes riscos, a avaliação é de que os prazos podem ser insuficientes em determinados casos. Eventos de grande complexidade, como acidentes de grandes proporções ou ocorrências relacionadas a crises climáticas, exigem apurações técnicas extensas, perícias complexas e, muitas vezes, a coleta de informações junto a autoridades públicas.
Nessas situações, a lei permite a suspensão dos prazos tanto na fase de regulação quanto na de liquidação do sinistro, o que pode levar o período total a até duzentos e quarenta dias. Ainda assim, profissionais que atuam com grandes riscos avaliam que o tempo pode não ser suficiente em ocorrências de maior complexidade.
Para o Sincor-PR, compreender as mudanças trazidas pela nova Lei Geral de Seguros é fundamental para que os corretores possam orientar adequadamente seus clientes, alinhar expectativas e reforçar o papel técnico da corretagem na mediação entre segurados e seguradoras.
O setor de seguros no Brasil teve o melhor desempenho trimestral de 2025, atingindo um faturamento de R$ 57,4 bilhões no terceiro trimestre (3T25), o que representa um aumento de 5,6% em relação ao mesmo período de 2024 (3T24). No acumulado do ano, o lucro líquido das seguradoras alcançou R$ 29,3 bilhões, marcando um crescimento de 8,4%. Esses dados fazem parte da análise do IRB+Inteligência, publicada na plataforma de dados do IRB(Re). As informações são da revista Apólice.
Em setembro, o faturamento com prêmios emitidos foi de R$ 19 bilhões. No acumulado de janeiro a setembro de 2025, o crescimento totalizou 7,3%, o que representa R$ 11,2 bilhões a mais em comparação aos nove primeiros meses de 2024. Os seguros de vida se destacaram, com um aumento de R$ 4,8 bilhões. Por outro lado, o segmento Rural foi o único a apresentar queda, recuando 8,7%. Durante os nove meses de 2025, as seguradoras cederam R$ 21,9 bilhões ao resseguro, com uma variação positiva de 10,6% em relação a 2024.
O 3T25 também marcou a menor taxa de sinistralidade do ano, com um índice de 38,5%, mantendo-se abaixo dos níveis de 2024. No acumulado do ano, a sinistralidade registrou uma redução de 2,6 pontos percentuais, principalmente devido à queda na linha Patrimonial, que teve uma redução de 22,4 p.p..
Destaques por Segmento
Crédito e Garantia:
O segmento de Crédito e Garantia, predominantemente composto pela Garantia Segurado Setor Público, apresentou a maior variação positiva no trimestre, com 16,2% de crescimento. No acumulado de janeiro a setembro, o aumento foi de 19,1%. No entanto, a sinistralidade no segmento subiu 19,9 pontos percentuais, alcançando 44,4%.
Seguros Individuais Contra Danos:
Esse segmento cresceu 14% no 3T25, impulsionado principalmente pelos seguros Compreensivo Residencial (13,6%) e Compreensivo Empresarial (13,4%). No acumulado do ano, o faturamento do segmento aumentou 12,9%, com destaque para o Compreensivo Condomínio, que teve uma variação expressiva de 33,2%. A sinistralidade recuou 4,5 p.p. no período.
Segmento Vida:
O segmento Vida registrou um crescimento de 8,1% no 3T25, sendo a Vida Individual o principal impulsionador desse aumento, representando quase 50% desse crescimento. No acumulado do ano, o segmento de vida avançou 8,8%, com destaque para o produto Prestamista Individual, que teve um crescimento de 77,9%. A sinistralidade total do segmento recuou 1,3 p.p., terminando os nove meses em 27,9%.
Automóvel:
O segmento de Automóvel teve um aumento de 6,5% no trimestre em comparação com o 3T24, e 6,1% no acumulado do ano. A sinistralidade manteve-se estável, com uma taxa de 59,8%, semelhante aos valores de 2024 e 2023.
Corporativos de Danos e Responsabilidades:
Esse segmento teve uma evolução de 4,6% no 3T25, com destaque para o seguro habitacional, que cresceu 11,3%. No acumulado de 2025, o segmento avançou 7,7%, com destaque para o ramo Engenharia, que apresentou uma variação de 29%. A sinistralidade do segmento caiu 9,9 p.p., atingindo 40,9%.
Queda no Segmento Rural
O segmento Rural foi a única exceção no trimestre, apresentando uma queda de 18,8% no faturamento em comparação com o 3T24. No acumulado do ano, o segmento registrou uma redução de 8,7% em relação a 2024. Porém, a sinistralidade do setor caiu 2,6 p.p., alcançando a menor taxa da série histórica, com 31,7%.
Esses números mostram a resiliência e o crescimento do setor de seguros, destacando as oportunidades e os desafios enfrentados pelos diferentes segmentos. Para mais informações sobre o mercado e tendências do setor, continue acompanhando as publicações do Sincor-PR.
A nova lei de seguros consolida todas as leis esparsas do contrato de seguro, que até então era regido pelo Código Civil, Decreto-Lei 73/66, Lei Complementar 116 e Lei Complementar 109. Para explicar essas e outras mudanças no novo marco legal do setor segurador, a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) lançou nesta quinta-feira, 11 de dezembro, data da entrada em vigência da Lei, o primeiro episódio da série especial “Nova Lei de Seguros”, que vai ao ar no canal SeguroPod nas principais plataformas de podcast, incluindo Youtube e Spotify.
O programa procura destrinchar, em cinco episódios, os 134 artigos estruturados em seis capítulos e coloca a legislação brasileira em sintonia com padrões internacionais, como Chile, França, Portugal e Argentina.
Para a diretora Jurídica da CNseg, Glauce Carvalhal, que abre a série, a nova Lei de Seguros vai contribuir para o desenvolvimento maior do mercado, porque “traz mais transparência para o consumidor de seguros e ao mesmo tempo também as seguradoras fixam num único diploma todas essas regras”.
A série Conversa Segura tratará de temas como seguros de danos, seguros de vida e integridade física, grandes riscos e resseguros. Assista aos dois episódios já liberados:
• 11/12/2025 – Glauce Carvalhal (CNseg) fala sobre os aspectos gerais da nova legislação;
• 12/12/2025 – Angélica Carlini (Advogada e Consultora) e Thiago Junqueira (Junqueira & Gelbecke Advogados) destacam a centralidade do consumidor na nova legislação.
Os novos episódios estarão disponíveis a partir da próxima semana:
• 15/12/2025 – Simone Negrão (Mapfre) e Eduardo D’Amato (Grupo HDI) falam sobre as novidades em seguros de danos;
• 16/12/2025 – Washington Silva (Zurich Brasil Seguros) apresenta as novidades em seguros de vida e integridade;
• 17/12/2025 – Ilan Goldberg – (Chalfin, Goldberg & Vainboim Advogados) e Sergio Mello (Mello Machado Advogados) encerram a temporada apresentando as novidades em grandes riscos e resseguros.
Devido à complexidade do tema, a CNseg também lançou um guia sobre o tema que pode ser acessado AQUI.
A CNseg divulgou o Relatório de Sustentabilidade 2025, destacando os avanços do setor segurador na construção de um ambiente econômico mais resiliente, inclusivo e preparado para os desafios climáticos e sociais. O documento mostra como as seguradoras têm ampliado práticas responsáveis em governança, gestão de riscos, investimento sustentável e impacto social.
Entre os destaques estão o fortalecimento de políticas ambientais, a incorporação de métricas ESG nas operações, o avanço em produtos que incentivam prevenção e proteção, além da ampliação de iniciativas voltadas à educação financeira e inclusão seguradora. O relatório também evidencia o papel estratégico do seguro na adaptação às mudanças climáticas e na redução de vulnerabilidades em diversas regiões do país.
A publicação reforça a relevância do setor segurador como agente de estabilidade econômica e confirma que a agenda de sustentabilidade já faz parte do planejamento estratégico das empresas. Com isso, o mercado se posiciona de forma cada vez mais alinhada às demandas da sociedade e às expectativas de governos, reguladores, consumidores e investidores.
Os Sincors convidam os corretores a acompanharem o material e se manterem atualizados sobre as transformações que vêm moldando o futuro dos seguros no Brasil. Acesse AQUI.
O Sindseg PR/MS, em parceria com o Sincor-PR, realizou nesta segunda-feira, 8, no Hotel Bourbon, em Curitiba, um almoço especial de final de ano. O evento reuniu diretores das duas instituições, corretores de seguros, seguradores, colaboradores e diversos profissionais do mercado, marcando o encerramento das atividades de 2025 no setor.
Na abertura, o presidente do Sindseg PR/MS, Guilherme Bini, destacou que o mercado segurador vive um momento de profunda transformação, impulsionado por mudanças regulatórias, avanços tecnológicos e pelo aumento dos eventos climáticos extremos. Ele ressaltou que o setor já movimenta mais de R$ 200 bilhões em prêmios por ano no Brasil, assumindo papel cada vez mais relevante como instrumento de proteção social.
Bini apresentou números atualizados do Paraná, onde o mercado ultrapassou R$ 17 bilhões em prêmios emitidos em 2025, além de mais de R$ 7 bilhões já pagos em indenizações, benefícios e resgates a famílias, empresas, produtores rurais e empreendedores. Para ele, esses dados demonstram “a presença ativa das seguradoras justamente nos momentos de maior dificuldade da população”.
O presidente também comentou o crescimento dos seguros de vida e a necessidade de o setor atuar de forma cada vez mais preventiva, diante de catástrofes como o tornado registrado em municípios como Rio Bonito do Iguaçu, Guarapuava e vendavais e chuva de granizo em Campo Largo e Ponta Grossa. Bini destacou ainda a importância da nova Lei de Seguros, recentemente sancionada, que moderniza o marco legal do setor e proporciona maior segurança jurídica ao mercado.
Outro ponto enfatizado por Bini foi a instituição da Semana do Seguro em Curitiba, uma iniciativa construída com apoio do Sincor-PR e que insere a capital paranaense entre as cidades brasileiras comprometidas com ações de educação securitária. Segundo ele, a nova lei municipal reforça a importância de aproximar o mercado da população, criando mais oportunidades de conscientização e de desenvolvimento da cultura do seguro.
Em sua fala, Bini afirmou que o setor segue repleto de oportunidades — especialmente na expansão do seguro de vida, na oferta de coberturas para doenças graves, na evolução de produtos voltados aos riscos climáticos e no desenvolvimento de soluções paramétricas. Ele reforçou que o compromisso do Sindseg PR/MS é fortalecer o diálogo institucional, investir em capacitação e trabalhar para ampliar a cultura do seguro no Paraná.
INTEGRAÇÃO – O presidente do Sincor-PR, Wilsinho Pereira, lembrou que a integração entre as duas instituições tem sido construída ao longo de muitos anos, com iniciativas conduzidas por gestões anteriores e fortalecidas no atual ciclo. Segundo ele, a união entre as entidades é essencial para enfrentar os desafios trazidos por novas regulamentações e para simplificar a linguagem do seguro, aproximando o setor da população.
Wilsinho destacou o papel dos corretores de seguros na disseminação de informação qualificada em todos os municípios paranaenses, além dos investimentos das seguradoras em tecnologia, que ampliam o acesso da população a produtos de proteção e tranquilidade. Ele também ressaltou a importância de iniciativas conjuntas, como projetos de proteção jurídica ao consumidor e ações de agenda intersindical.
Em relação às conquistas recentes, Pereira mencionou a aprovação da lei que instituiu a Semana Municipal do Seguro em Curitiba, com programação anual prevista para a terceira semana de junho, incluindo palestras, workshops e atividades voltadas à conscientização da sociedade.
O presidente também informou que participou, na semana anterior, juntamente com o presidente eleito, José Antonio de Castro, de reunião com a Fenacor e presidentes de Sincors de todo o país, no Rio de Janeiro, onde foi lançado o PDMIS 2035 — Plano Diretor do Mercado Intermediário de Seguros, que norteará as ações do setor nos próximos dez anos. O estudo, coordenado pelo professor Claudio Contador, conta com a participação direta de corretores de todas as regiões do Brasil.
Ao final da fala, Wilsinho emocionou os presentes ao reforçar que o evento marcou sua despedida oficial da presidência do Sincor-PR, após dois mandatos. Ele agradeceu à diretoria, aos corretores, seguradores, colaboradores, amigos e à família pelo apoio ao longo de sua gestão, que se encerra neste mês de dezembro. A partir de janeiro, José Antonio de Castro assume a presidência, enquanto Wilsinho seguirá integrando a diretoria como 2º vice-presidente e 1º delegado junto à Fenacor.
HOMENAGENS — Na ocasião, Wilsinho foi homenageado pelo Sindseg PR/MS com uma placa assinada pelo presidente Guilherme Bini. A distinção reconhece “o valoroso trabalho e a dedicação em prol da disseminação do seguro e da valorização da categoria dos corretores de seguros em todo o Estado do Paraná, como presidente do Sincor-PR desde 2019, ao tempo em que agradecemos a parceria e a caminhada conjunta com o objetivo de demonstrar para a sociedade a importância e a relevância do seguro como ferramenta de sustentação, poupança e desenvolvimento”.
O ex-presidente do Sindseg PR/MS, Altevir Dias do Prado, também recebeu homenagem. Ele foi agraciado com a medalha Rosácea Paranista, a mais alta condecoração da entidade, entregue em 2024 a diversas personalidades do mercado de seguros durante a programação especial alusiva ao centenário do sindicato, celebrada em eventos realizados em todo o Paraná.
Veja algumas fotos do evento:
A Fenacor apresentou, nesta sexta-feira (5), no Rio de Janeiro, durante o 11º Encontro de Lideranças, o Plano Diretor para o Mercado da Intermediação de Seguros (PDMIS). O estudo foi detalhado pelo coordenador do projeto, o economista Cláudio Contador, no auditório da Federação.
Segundo Contador, contratado para organizar e coordenador o PDMIS, e que contará com o apoio e sugestões dos Sincors, disse que o programa está estruturado em cinco pilares fundamentais:
– ampliação da receita do Corretor de Seguros;
– defesa do consumidor;
– fortalecimento da participação de corretores qualificados, com foco em capital humano, inovação e tecnologia;
– oferta ampliada de serviços;
– diversificação da atuação em ramos ainda pouco explorados.
Com base nesses pilares, foram definidas dez metas centrais, entre elas o monitoramento e a expansão das receitas de corretagem; o crescimento dos ganhos do corretor por meio de consultoria e gestão de riscos; e a criação de uma agenda voltada à qualificação profissional, incluindo autorregulação, ética, formação contínua e certificação.
O Plano também prevê uma análise SWOT pioneira para identificar forças, fraquezas, oportunidades e ameaças do mercado; reforço ao compromisso do corretor como representante do consumidor; e suporte técnico a propostas regulatórias a serem encaminhadas à Susep.
Outros pontos incluem metas quantitativas segmentadas, metodologia inédita de tratamento de dados para monitoramento da corretagem e medidas de correção de desvios identificados ao longo do processo.
Projeções e cenários até 2035
O PDMIS traz ainda projeções para a próxima década, considerando cenários internacionais e nacionais, baseados em análises de consultorias como FocusEconomics e Consensus Economics, além de estudos de grandes empresas globais de avaliação macroeconômica. O objetivo é relacionar o comportamento das receitas de prêmios e de corretagem a variáveis econômicas relevantes.
As simulações previstas permitirão o acompanhamento contínuo das duas variáveis e subsidiarão sistemas de previsão. Resultados e estatísticas deverão ser disponibilizados nos sites da Fenacor, ENS, IBDCOR e demais instituições parceiras.
Durante a apresentação, Contador estimou em R$ 52 bilhões a receita anual da corretagem no Brasil, com faturamento médio de R$ 350 mil por empresa, considerando 62 mil corretoras e 80 mil profissionais autônomos. Ele destacou que 91% da receita está concentrada no segmento de riscos, reforçando a necessidade de evolução e diversificação.
“O PDMIS é o instrumento adequado para identificar as causas dos desvios e orientar soluções”, afirmou.
Abertura do Encontro
O presidente da Fenacor, Armando Vergilio, conduziu a abertura do Encontro, saudando dirigentes dos Sincors e lideranças do mercado. Vergilio destacou a relevância das ações que serão implementadas em breve e reforçou a importância da união institucional para o desenvolvimento do setor.
Ele também enfatizou o cronograma do PDMIS, que deve ser concluído até março, e convocou a CNseg e demais representantes do mercado a contribuírem com sugestões e avaliações.
O presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, ressaltou que, apesar do momento positivo do setor, ainda há desafios importantes, como lacunas de cobertura em áreas estratégicas.
“Estamos num ótimo momento, mas não podemos nos acomodar. Ainda há muito a avançar em seguros”, afirmou. Ele ressaltou também que a tecnologia deve ser vista como meio, e não como finalidade, reforçando o papel central do corretor na relação com o consumidor.
Outras participações
O Encontro contou ainda com apresentações do CEO da unidade de negócios Porto Seguro, Rivaldo Leite, e do CEO da Capemisa Seguradora, Jorge Andrade, que abordaram o desempenho de suas companhias e perspectivas do mercado de seguros.
O Sincor-PR, que esteve presente, por intermédio do presidente Wilsinho Pereira e do presidente eleito, José Antonio de Castro, acompanha e apoia iniciativas que fortaleçam a intermediação de seguros, aprimorem a qualificação dos corretores e ampliem a representatividade da categoria em todo o país.
Confira algumas fotos do evento:
A Superintendência de Seguros Privados (Susep) deve promover, nos próximos meses, uma série de aprimoramentos em seu sandbox regulatório, ampliando o alcance do programa e incluindo novos perfis de participantes do mercado de seguros. A informação foi divulgada pela diretora da autarquia, Júlia Normande Lins, em entrevista ao Valor Econômico.
Segundo a diretora, a proposta é tornar o sandbox mais abrangente, contemplando não apenas seguradoras, mas também outros agentes do ecossistema, como cooperativas, representantes de seguros e as chamadas spocs (sociedades processadoras de ordem do cliente). Esses modelos de atuação, lembra Júlia, eram pouco presentes no setor há cinco anos e hoje representam uma parcela crescente da cadeia de serviços.
Para embasar o aprimoramento, a Susep tem reunido sugestões enviadas por empresas que participam, participaram ou até mesmo desistiram do programa. O processo também envolve maior aproximação com entidades parceiras, como a Finep e o BNDES, que mantêm iniciativas de fomento e aceleração voltadas à inovação.
Desde a criação do sandbox, a Susep realizou três edições. As duas primeiras tinham prazo definido, enquanto a terceira, lançada em 2024, funciona em regime contínuo, com foco em projetos voltados à inovação tecnológica e à transformação ecológica.
Até o momento, 21 empresas já foram autorizadas a atuar no ambiente regulado. Dessas, 11 obtiveram ou aguardam autorização definitiva para operar como seguradoras; cinco seguem ativas dentro do prazo do sandbox; e cinco optaram por encerramento das atividades.
Para Júlia Normande Lins, o avanço do programa confirma a importância dos testes regulatórios no estímulo à inovação no setor:
“Queremos que seja mais amplo, para ir além das seguradoras. Hoje temos uma gama maior de participantes.”
No setor de seguros, onde cada decisão influencia diretamente a segurança financeira e o bem-estar das pessoas, a capacidade de escutar com atenção é uma das competências mais valiosas para o corretor. Antes de apresentar coberturas, demonstrar produtos ou falar sobre valores, é fundamental compreender quem é o cliente, em que fase de vida ele está e quais são suas prioridades naquele momento.
Cada pessoa tem necessidades diferentes: alguém que acabou de formar família pode estar preocupado com proteção financeira; quem está empreendendo talvez busque segurança patrimonial; já um profissional autônomo pode priorizar coberturas de responsabilidade civil. Somente ao escutar, de forma genuína, é possível identificar esses cenários e oferecer soluções que realmente façam sentido.
🎯 Empatia que gera oportunidade
Quando o corretor demonstra empatia — entendida como a habilidade de se colocar no lugar do cliente — a conversa deixa de ser apenas comercial e se transforma em uma relação de confiança. Essa postura aumenta não apenas as chances de conversão, mas também a satisfação e a fidelização do segurado.
Empatia não é apenas um gesto simpático; é uma estratégia profissional que orienta a construção de propostas mais adequadas, transparentes e duradouras. Quanto mais o corretor compreende a realidade do cliente, mais fácil se torna apresentar soluções que atendam às expectativas, previnam riscos e agreguem valor.
Construindo vínculos, não apenas contratos
Uma venda bem-feita não é aquela que fecha o maior valor, mas sim a que entrega a proteção exata para aquele momento de vida. Escutar com atenção — antes de falar — é o que transforma a abordagem em oportunidade, o atendimento em relacionamento e o cliente em parceiro.
O Sincor-PR incentiva boas práticas de mercado e reforça: um corretor que entende, escuta e acolhe as necessidades do cliente está sempre um passo à frente.