O presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, disse em evento realizado sobre mudanças climáticas, nesta semana, que o papel do setor de seguros no financiamento de soluções para a crise ambiental é imprescindível.
Segundo Oliveira, as perdas econômicas globais com desastres climáticos superaram US$ 300 bilhões anuais em 9 dos últimos 10 anos, com o mercado segurador cobrindo apenas 40% desses prejuízos. Em 2023, as perdas chegaram a US$ 368 bilhões.
No Brasil, as enchentes no RS em 2024 causaram prejuízos de mais de R$ 100 bilhões, mas apenas R$ 6 bilhões foram indenizados por seguradoras, evidenciando o grande gap de proteção. Nos últimos 10 anos, os danos climáticos no país somaram R$ 320 bilhões, 90% no setor agrícola, muitas vezes sem a devida atenção da mídia.
O problema, segundo Oliveira, não é a falta de produtos, mas a baixa adesão ao seguro. Ele alertou para erros regulatórios, como os ocorridos na Califórnia, onde a interferência governamental resultou na saída de seguradoras do mercado. “O Brasil tem capacidade para absorver esses riscos, mas precisa de uma regulação equilibrada para fortalecer o setor”.