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Sincor-PR coordenará projeto da Fenacor de Convenção Coletiva de Trabalho

O Sincor-PR, por intermédio do Presidente Wilsinho Pereira, coordenará um projeto da Fenacor que auxiliará os demais Sincors nas Convenções Coletivas de Trabalhos (CCT).

O trabalho servirá de base para as negociações de cada sindicato. O projeto está coletando, junto aos presidentes do Sincors, informações sobre as suas respectivas CCT’s, incluindo proposições e informações gerais. 

Com essas informações, o objetivo é centralizar o recebimento e elaborar demonstrativo das condições de cada CCT para posterior conhecimento de todos, por meio de planilha informativa para os Sincors.

Em reuniões futuras, será feito ainda o planejamento das ações para os próximos anos. Para tanto, é imprescindível que todos os presidentes enviem as informações dos seus sindicatos, para inclusão no projeto. 

Wilsinho informa que, antecipadamente, analisou o material já recebido e constatou divergências, que poderão ser corrigidas com o tempo. “O tempo permitirá atuação parametrizada e unificada, pois existem divergências regionais e operacionais que dificultam a equalização no curto prazo”, explica.

Para a Convenção Coletiva do Trabalho deste ano a intenção é oferecer orientação quanto às cláusulas econômicas e ao índice de correção salarial, menor ou igual à variação do índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), no caso atual, de 10,16%. 

Na opinião de Wilsinho, o período de transformações exige cautela e vigilância para que as despesas das Corretoras de Seguros não sejam superiores às suas receitas para os próximos períodos.

Ele acrescenta que serão respeitadas as diferenças regionais e as decisões de cada Sincor, pois podem existir parâmetros diferentes como salário base e/ou benefícios diferenciados, inclusive até da quantidade menor de empresas corretoras de seguros, que possibilitam concessões de correções salariais com ganho real. “Este é um fator que consideramos normal existir. Mas, muitas vezes, dificulta as negociações dos demais sindicatos”.

Wilsinho destaca ser importante ter como referência a orientação da Fenacor, no sentido de haver um “norte” a seguir para colaborar no momento da negociação de cada Sincor.

REFORMA TRABALHISTA – Outro fato importante nas negociações é a última reforma trabalhista, que permitiu livre negociação entre trabalhador e empregador por meio de Contrato de Trabalho, permitindo, inclusive, não haver necessidade de Convenção Coletiva de Trabalho.

A orientação da Fenacor é para que cada Sincor, dentro de sua possibilidade, conceda em sua CCT, no máximo, a variação da inflação em 2021, com base nos seguintes índices (variação nacional):

– IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo): 10,06%; ou

– INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) Variação Nacional: 10,16%.

O IPCA, que engloba uma parcela maior da população, aponta a variação do custo de vida médio de famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos.

O Presidente do Sincor-PR reforça ainda que a negociação dos estados é usada como argumentação pelos sindicatos laborais onde os termos ainda se encontram em discussão. “Neste sentido, julgamos importante mantermos alguns padrões definidos como orientação pela Fenacor para facilitar as negociações de todos”, frisa.

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