A Superintendência de Seguros Privados (Susep) deve promover, nos próximos meses, uma série de aprimoramentos em seu sandbox regulatório, ampliando o alcance do programa e incluindo novos perfis de participantes do mercado de seguros. A informação foi divulgada pela diretora da autarquia, Júlia Normande Lins, em entrevista ao Valor Econômico.
Segundo a diretora, a proposta é tornar o sandbox mais abrangente, contemplando não apenas seguradoras, mas também outros agentes do ecossistema, como cooperativas, representantes de seguros e as chamadas spocs (sociedades processadoras de ordem do cliente). Esses modelos de atuação, lembra Júlia, eram pouco presentes no setor há cinco anos e hoje representam uma parcela crescente da cadeia de serviços.
Para embasar o aprimoramento, a Susep tem reunido sugestões enviadas por empresas que participam, participaram ou até mesmo desistiram do programa. O processo também envolve maior aproximação com entidades parceiras, como a Finep e o BNDES, que mantêm iniciativas de fomento e aceleração voltadas à inovação.
Desde a criação do sandbox, a Susep realizou três edições. As duas primeiras tinham prazo definido, enquanto a terceira, lançada em 2024, funciona em regime contínuo, com foco em projetos voltados à inovação tecnológica e à transformação ecológica.
Até o momento, 21 empresas já foram autorizadas a atuar no ambiente regulado. Dessas, 11 obtiveram ou aguardam autorização definitiva para operar como seguradoras; cinco seguem ativas dentro do prazo do sandbox; e cinco optaram por encerramento das atividades.
Para Júlia Normande Lins, o avanço do programa confirma a importância dos testes regulatórios no estímulo à inovação no setor:
“Queremos que seja mais amplo, para ir além das seguradoras. Hoje temos uma gama maior de participantes.”