O setor de seguros no Brasil teve o melhor desempenho trimestral de 2025, atingindo um faturamento de R$ 57,4 bilhões no terceiro trimestre (3T25), o que representa um aumento de 5,6% em relação ao mesmo período de 2024 (3T24). No acumulado do ano, o lucro líquido das seguradoras alcançou R$ 29,3 bilhões, marcando um crescimento de 8,4%. Esses dados fazem parte da análise do IRB+Inteligência, publicada na plataforma de dados do IRB(Re). As informações são da revista Apólice.
Em setembro, o faturamento com prêmios emitidos foi de R$ 19 bilhões. No acumulado de janeiro a setembro de 2025, o crescimento totalizou 7,3%, o que representa R$ 11,2 bilhões a mais em comparação aos nove primeiros meses de 2024. Os seguros de vida se destacaram, com um aumento de R$ 4,8 bilhões. Por outro lado, o segmento Rural foi o único a apresentar queda, recuando 8,7%. Durante os nove meses de 2025, as seguradoras cederam R$ 21,9 bilhões ao resseguro, com uma variação positiva de 10,6% em relação a 2024.
O 3T25 também marcou a menor taxa de sinistralidade do ano, com um índice de 38,5%, mantendo-se abaixo dos níveis de 2024. No acumulado do ano, a sinistralidade registrou uma redução de 2,6 pontos percentuais, principalmente devido à queda na linha Patrimonial, que teve uma redução de 22,4 p.p..
Destaques por Segmento
Crédito e Garantia:
O segmento de Crédito e Garantia, predominantemente composto pela Garantia Segurado Setor Público, apresentou a maior variação positiva no trimestre, com 16,2% de crescimento. No acumulado de janeiro a setembro, o aumento foi de 19,1%. No entanto, a sinistralidade no segmento subiu 19,9 pontos percentuais, alcançando 44,4%.
Seguros Individuais Contra Danos:
Esse segmento cresceu 14% no 3T25, impulsionado principalmente pelos seguros Compreensivo Residencial (13,6%) e Compreensivo Empresarial (13,4%). No acumulado do ano, o faturamento do segmento aumentou 12,9%, com destaque para o Compreensivo Condomínio, que teve uma variação expressiva de 33,2%. A sinistralidade recuou 4,5 p.p. no período.
Segmento Vida:
O segmento Vida registrou um crescimento de 8,1% no 3T25, sendo a Vida Individual o principal impulsionador desse aumento, representando quase 50% desse crescimento. No acumulado do ano, o segmento de vida avançou 8,8%, com destaque para o produto Prestamista Individual, que teve um crescimento de 77,9%. A sinistralidade total do segmento recuou 1,3 p.p., terminando os nove meses em 27,9%.
Automóvel:
O segmento de Automóvel teve um aumento de 6,5% no trimestre em comparação com o 3T24, e 6,1% no acumulado do ano. A sinistralidade manteve-se estável, com uma taxa de 59,8%, semelhante aos valores de 2024 e 2023.
Corporativos de Danos e Responsabilidades:
Esse segmento teve uma evolução de 4,6% no 3T25, com destaque para o seguro habitacional, que cresceu 11,3%. No acumulado de 2025, o segmento avançou 7,7%, com destaque para o ramo Engenharia, que apresentou uma variação de 29%. A sinistralidade do segmento caiu 9,9 p.p., atingindo 40,9%.
Queda no Segmento Rural
O segmento Rural foi a única exceção no trimestre, apresentando uma queda de 18,8% no faturamento em comparação com o 3T24. No acumulado do ano, o segmento registrou uma redução de 8,7% em relação a 2024. Porém, a sinistralidade do setor caiu 2,6 p.p., alcançando a menor taxa da série histórica, com 31,7%.
Esses números mostram a resiliência e o crescimento do setor de seguros, destacando as oportunidades e os desafios enfrentados pelos diferentes segmentos. Para mais informações sobre o mercado e tendências do setor, continue acompanhando as publicações do Sincor-PR.
O setor segurador brasileiro reforça sua atuação na COP30 como peça-chave na construção de soluções para os impactos das mudanças climáticas. A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) coordena a iniciativa ao lançar a Casa do Seguro, instalada em Belém, para atuar como “embaixada do setor” durante a conferência.
A Casa do Seguro será palco para debates, painéis e apresentação de soluções voltadas para adaptação, prevenção e resiliência dos riscos climáticos. O setor de seguros, tradicionalmente ligado à indenização de perdas, assume agora modelo ampliado que engloba prevenção e gestão de riscos, especialmente diante da frequência crescente de eventos extremos.
Em um dos destaques da programação, seguradoras presentes nos Pavilhões Brasil já promovem discussões sobre riscos climáticos e resiliência urbana e rural. Há forte ênfase na vulnerabilidade de municípios e cadeias produtivas — na agricultura, por exemplo, e na necessidade de dados, modelos de risco e ferramentas colaborativas para que o seguro deixe de ser visto apenas como proteção pós-evento.
Para os corretores de seguros, a participação da CNseg na COP30 representa uma oportunidade para reforçar junto aos clientes que o seguro é um instrumento cada vez mais estratégico de segurança e futuro. A mensagem que vem da conferência é clara: em um mundo de clima mais errático, antecipar é tão importante quanto reparar.
O Sincor-PR apoia a realização da palestra “A Nova Lei do Contrato de Seguro: impactos e
oportunidades para o mercado”, conduzida pelo advogado Dr. Robson Silveira, especialista em Direito Securitário.
O evento faz parte do ciclo nacional de palestras que vem reunindo profissionais do setor em diversas regiões do país, promovendo debates práticos sobre as mudanças trazidas pela Lei nº 15.040/2024, conhecida como Marco Legal dos Seguros.
Durante a apresentação, serão abordados temas como:
Transparência e novas obrigações contratuais;
Impactos diretos para corretores e seguradoras;
Segurança jurídica nas contratações;
Prazos e penalidades na liquidação de sinistros.
Mais do que uma atualização técnica, a iniciativa é uma oportunidade para compreender os efeitos reais da nova legislação e fortalecer o papel do corretor de seguros no novo cenário regulatório.
As palestras acontecem nas seguintes datas e locais:
📅11 de novembro, às 9 horas. Novo local: Edifício Montello, Av. Ayrton Senna da Silva, 550, Auditório térreo.
📅 12 de novembro, às 9 horas, no Hus Hotel — Rua Advogado Horácio Raccanelo Filho, 5105, Maringá/PR.
As vagas são limitadas.
As inscrições podem ser feitas pelo e-mail glauco@robsonsilveira.adv.br
ou pelo telefone (43) 9 9102-0711.
No último dia 18, o Nucleoseg da Associação Comercial e Industrial de Cascavel (ACIC) realizou mais uma edição do Brasaseg – Churrasco do Mercado de Seguros, evento criado para celebrar o Dia do Corretor de Seguros (12/10) e o Dia do Securitário (20/10).
Com a presença de mais de 200 participantes entre corretores, familiares, seguradores, prestadores de serviço e apoiadores, o Brasaseg 2025 consolidou-se como um dos principais encontros de integração e relacionamento do setor no Paraná.
O evento contou com o apoio do Sincor-PR, representado pelo Delegado Regional Maycon Cordeiro, pelo Diretor Carlos Tiem, pelo Delegado Rodrigo Teigão e pela Coordenadora do Sincor-PR Mulher na Região Oeste, Maria Lúcia Almeida.
Em clima de alegria e confraternização, o público pôde desfrutar de um churrasco no estilo americano, boa música e sorteios de brindes. “Foi um dia especial, de celebração e de união. O Brasaseg já faz parte do calendário do mercado de seguros da nossa região e demonstra o quanto o trabalho conjunto fortalece toda a categoria”, destacou o Delegado Regional Maycon Cordeiro, integrante do comitê organizador.
O Nucleoseg-ACIC reforça que o sucesso do Brasaseg é resultado do apoio de parceiros e patrocinadores que contribuem para a valorização e o reconhecimento dos corretores de seguros e demais profissionais do setor.
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O mercado de seguros começa a reagir após um primeiro semestre desafiador. Entre janeiro e julho de 2025, o setor pagou quase 10% a mais em indenizações, resgates, benefícios e sorteios, somando R$ 154,5 bilhões.
Somente em julho, consumidores e empresas receberam cerca de R$ 23 bilhões — um aumento de 5,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior e de 9,3% frente a 2024, considerando apenas os ramos sem Saúde Suplementar. Os dados são da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg).
A arrecadação totalizou R$ 250 bilhões até julho, leve queda de 1% em comparação ao mesmo período de 2024. O desempenho foi influenciado principalmente pelos planos de Previdência Aberta, que respondem por cerca de 40% da demanda do setor.
Apesar da estabilidade registrada em julho — com R$ 18 bilhões em contribuições, ligeiramente acima de 2024 (+0,3%) —, o acumulado do ano ainda é negativo: R$ 99,1 bilhões, retração de 11,7%.
Os pagamentos de resgates e benefícios cresceram 16,5%, chegando a R$ 88 bilhões, o que reduziu a captação líquida em mais de R$ 25 bilhões (queda de 69,8%). O cenário reflete tanto o ambiente econômico global desafiador quanto a incerteza gerada pela proposta de cobrança de IOF de 5% sobre aportes acima de R$ 300 mil, prevista para 2025.
Nos demais segmentos, a trajetória é positiva. Os seguros de Danos e Responsabilidades arrecadaram R$ 82,3 bilhões até julho, avanço de 7,4%. Os seguros de Pessoas — que incluem Vida, Viagem e Prestamista — cresceram 7,8%, somando R$ 44,5 bilhões em prêmios. Já os títulos de Capitalização registraram faturamento de R$ 19,8 bilhões, alta de 10,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A Superintendência de Seguros Privados (Susep) publicou esta semana a Resolução Susep nº 51/2025, que altera os anexos I e II da Circular Susep nº 682/2022. Esses anexos tratam, respectivamente, da Tabela de Grupos e Ramos de Seguros e da Tabela de Migração de Ramos em Run Off.
A nova norma traz ajustes na nomenclatura de alguns ramos e cria novos ramos nos seguintes grupos:
Grupo 06 – Transportes
Criação do ramo “Responsabilidade Civil de Veículo – Transportador Rodoviário de Carga (RC-V)”, com o número 59, conforme exigência do artigo 13 da Lei nº 11.442/2007, alterada pela Lei nº 14.599/2023.
Alteração do nome do ramo 55, já que o seguro de responsabilidade civil por desaparecimento de carga deixou de ser facultativo.
Além disso, a resolução corrige uma omissão no Anexo II da Circular nº 682/2022, incluindo os ramos do grupo rural que foram classificados como em run off.
A Resolução Susep nº 51/2025 entra em vigor em 1º de julho de 2025 e faz parte das ações previstas no Plano de Regulação da Susep 2023/2024, especialmente nos itens:
Um ano após as enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul, o mercado segurador brasileiro registrou um recorde histórico em contratações, de acordo com dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) divulgados pela Folha de S.Paulo. Apesar dos prejuízos causados pela catástrofe, o setor teve saldo financeiro positivo, impulsionado pela maior percepção de risco por parte da população.
Em 2024, os brasileiros contrataram R$ 436 bilhões em seguros — um crescimento de 12% em relação a 2023, excluindo planos de saúde. Segundo a CNseg, trata-se do maior volume já registrado, tanto em valores nominais quanto reais, considerando a inflação.
“Ficou essa maior percepção, o maior interesse das pessoas em geral, sobre como se precaver e como lidar com esse tipo de situação”, afirmou o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira.
As indenizações pagas em 2024 somaram R$ 243 bilhões, alta de 10% em relação ao ano anterior. Somente os eventos no Rio Grande do Sul geraram R$ 6 bilhões em pagamentos de sinistros, com mais de 57 mil registros.
Mesmo fortemente atingido, o estado também teve aumento na contratação de seguros. Em 2024, os gaúchos contrataram R$ 31 bilhões em apólices — crescimento de 5,7% frente ao ano anterior. No segundo semestre, o ritmo no estado superou a média nacional em quase todos os segmentos.
Os maiores avanços ocorreram em seguros patrimoniais (16,3%), de pessoas (16,2%) e coberturas de vida (15,6%). O destaque ficou com segmentos como transportes (19,5%), riscos financeiros (28,3%), garantia estendida (19,2%) e seguros marítimos e aeronáuticos (61,6%).
Já no primeiro bimestre de 2025, chamou a atenção a alta de 51,9% na contratação de seguros habitacionais no estado. Ao todo, o volume de prêmios arrecadados foi de R$ 4,9 bilhões — patamar semelhante ao do início de 2024, antes das chuvas.
Apesar da aceleração no setor, a CNseg observou uma retração de 9,8% na previdência privada no Rio Grande do Sul, frente à queda de 2,7% registrada nacionalmente. “Isso mostra que as famílias [do RS] ainda estão com suas finanças comprometidas”, avaliou Oliveira.
Segundo o presidente da CNseg, a tragédia revelou a necessidade de modernizar o sistema de análise de riscos. A entidade trabalha na criação de um hub de dados climáticos, para aprimorar o cálculo de apólices frente ao avanço de eventos extremos. “É muito importante compreendermos que o risco climático mudou”, afirmou. “A grande dificuldade hoje é entender o dado climático”.
Oliveira destacou ainda que o país não está preparado para lidar com desastres naturais e propôs a criação de um seguro social de catástrofe, que permitiria indenização emergencial de R$ 5 mil por moradia afetada. O modelo seria financiado com uma taxa mensal de R$ 2 a R$ 3 em contas de serviços públicos, com isenção para beneficiários de programas sociais.
Outra proposta da entidade é a ampliação do seguro rural para operações de valores menores, a partir de R$ 100 mil, abaixo do limite atual coberto pelo ProAgro, do governo federal.
A CNseg lançou a cartilha “Agenda CNseg – Adaptação Climática”, um documento que destaca o papel fundamental do setor de seguros na construção de uma sociedade mais resiliente diante dos impactos das mudanças climáticas.
A publicação reúne conceitos, diretrizes e propostas voltadas à atuação estratégica das seguradoras, com foco na prevenção de riscos, proteção das pessoas e promoção de soluções sustentáveis.
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O governo federal sancionou, em dezembro do ano passado, uma lei que muda as regras para seguros privados, o que ficou conhecido como marco legal dos seguros.
A nova legislação federal, de número 15.040/2024, prevê mais transparência para os contratos, altera prazos e proíbe situações como a quebra unilateral por parte das seguradoras.
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De janeiro a outubro de 2024, o setor de seguros, excluindo a Saúde Suplementar, pagou mais de R$ 202 bilhões em indenizações, resgates, benefícios e sorteios. O montante, segundo levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), representa um aumento de 6,8% em relação ao mesmo período do ano anterior e é quase 20% superior ao orçamento destinado pelo Governo Federal ao Bolsa Família neste ano (R$ 169,5 bilhões). Somente em outubro, mais de R$ 21 bilhões foram pagos, um crescimento de 9,4% comparado ao mesmo mês de 2023.
Os dados também mostram um avanço significativo na demanda por produtos de seguros. Até outubro de 2024, houve aumento de 13,1% em relação ao ano anterior, totalizando mais de R$ 361 bilhões em arrecadação. Somente no último mês do levantamento, em comparação com o mesmo período anterior, o crescimento foi de 11,9%, somando cerca de R$ 36,9 bilhões.